Contrato da Agesul para conservação de 472,7 quilômetros de rodovias na região de Corumbá acumula 12 aditivos; produtores do Nabileque afirmam enfrentar trechos intransitáveis.
Contrato da Agesul para conservação de 472,7 quilômetros de rodovias na região de Corumbá acumula 12 aditivos; produtores do Nabileque afirmam enfrentar trechos intransitáveis.
Um contrato firmado em dezembro de 2020 por R$ 9,1 milhões para manutenção e conservação de estradas na região de Corumbá já consumiu, no mínimo, R$ 54,2 milhões dos cofres estaduais, segundo informações publicadas pelo Correio do Estado. Apesar do montante, produtores rurais do Pantanal do Nabileque, no extremo sul do município, relatam dificuldades para trafegar e afirmam que trechos de acesso às propriedades continuam intransitáveis.
O Contrato nº 237/2020 é mantido pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul (Agesul) com a empresa RR Ceni e tem como objeto a manutenção e conservação de 472,7 quilômetros de rodovias pavimentadas e não pavimentadas pertencentes à 8ª Residência Regional, sediada em Corumbá.
Segundo o material, seis anos após sua assinatura e depois de 12 aditivos, o contrato permanecia em vigor. O valor já utilizado corresponde a aproximadamente seis vezes o montante inicialmente contratado.
Enquanto os investimentos no contrato aumentaram ao longo dos anos, produtores do Nabileque relatam problemas nas condições das estradas utilizadas para chegar às propriedades rurais.
Nesta semana, moradores da região encaminharam áudios descrevendo as condições encontradas nos trajetos. As identidades foram preservadas, segundo a publicação original, a pedido das próprias fontes, que afirmaram temer represálias.
Os relatos indicam preocupação de que as intervenções realizadas pela Agesul alcancem apenas determinados pontos, deixando outros trechos problemáticos sem manutenção.
A fotografia que acompanha a reportagem na primeira página do material mostra um caminhão enfrentando um trecho de terra da estrada do Nabileque. A legenda identifica o local como uma via que sofre com manutenção precária.
A extensão contemplada pelo contrato é um dos elementos centrais da situação. São 472,7 quilômetros de rodovias, incluindo trechos pavimentados e não pavimentados sob responsabilidade da regional da Agesul sediada em Corumbá.
O contrato original, de R$ 9,1 milhões, passou por sucessivos aditivos desde 2020. Conforme os dados apresentados na reportagem, o total desembolsado chegou a pelo menos R$ 54,2 milhões.
Apesar disso, os relatos apresentados no material indicam que produtores ainda enfrentam dificuldades de deslocamento no Pantanal do Nabileque, especialmente em pontos considerados críticos.
As estradas rurais são utilizadas como acesso às propriedades da região, tornando suas condições de trafegabilidade diretamente relacionadas ao deslocamento dos produtores.
O cenário apresentado pela reportagem contrapõe, portanto, os recursos empregados ao longo da vigência do contrato aos relatos de quem utiliza as vias. Enquanto o acordo originalmente firmado por R$ 9,1 milhões alcançou ao menos R$ 54,2 milhões em gastos, produtores afirmam que ainda existem trechos intransitáveis.
O material anexado, porém, não apresenta a íntegra de uma manifestação da Agesul ou da empresa RR Ceni sobre os relatos dos produtores, embora o subtítulo da publicação indique que a empresa atribuiu a situação à insuficiência de recursos para a extensão atendida e mencione reajuste recente. Como esses esclarecimentos não aparecem de forma completa no conteúdo disponibilizado, não é possível detalhá-los sem extrapolar as informações da fonte.
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