Comboio atingiu a proteção da ponte e pode ter impactado pilares; equipe técnica avalia possíveis danos enquanto Marinha e Polícia Civil apuram as circunstâncias do acidente.
Comboio atingiu a proteção da ponte e pode ter impactado pilares; equipe técnica avalia possíveis danos enquanto Marinha e Polícia Civil apuram as circunstâncias do acidente.
Uma equipe técnica foi mobilizada nesta terça-feira (1º) para avaliar possíveis danos à ponte sobre o Rio Paraguai, em Corumbá, após um comboio de barcaças atingir a estrutura de proteção da ponte na tarde de segunda-feira, 31 de agosto. Informações preliminares apontam que a colisão também pode ter alcançado pilares da estrutura, situação que levou as autoridades a iniciarem uma avaliação das consequências do acidente.
Até o momento das informações divulgadas, não havia confirmação sobre a extensão de eventuais danos estruturais. O sistema de tráfego em “pare e siga” permanecia mantido na ponte, medida que já estava sendo utilizada anteriormente em razão das obras estruturais coordenadas pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul (Agesul).
A Capitania Fluvial do Pantanal informou que a embarcação envolvida foi identificada e que foi instaurado um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN).
O procedimento deverá apurar as circunstâncias do acidente, suas possíveis causas e eventuais responsabilidades, seguindo as normas estabelecidas pela Autoridade Marítima.
A investigação ocorre paralelamente à avaliação técnica da ponte, que busca determinar se a colisão comprometeu alguma parte de sua estrutura.
O episódio também chegou à Polícia Civil. Segundo o material divulgado, um engenheiro que trabalha nas obras estruturais da ponte registrou boletim de ocorrência na 1ª Delegacia de Polícia Civil de Corumbá.
A investigação policial apura possível atentado contra a segurança do transporte fluvial e eventual dano qualificado contra o patrimônio público. A apuração também busca esclarecer as circunstâncias da condução do comboio, incluindo a hipótese de descumprimento dos limites de carga no trecho e se o responsável pela condução tinha conhecimento dos riscos envolvidos.
Esses pontos, no entanto, fazem parte da investigação e ainda não representam conclusões sobre as causas ou responsabilidades pelo acidente.
De acordo com a reportagem, o comboio envolvido na colisão estava a serviço da LHG Mining. Em manifestação à imprensa, a empresa informou que as causas da ocorrência estão sendo investigadas e que está empenhada na apuração dos fatos.
Até a conclusão dos procedimentos conduzidos pelas autoridades, não há definição apresentada no material sobre eventual responsabilidade pelo acidente.
A ocorrência chama atenção porque a ponte sobre o Rio Paraguai já está passando por intervenções estruturais. Os trabalhos são realizados em etapas desde abril de 2026 e ainda não haviam sido concluídos quando ocorreu a colisão.
Durante agosto, o tráfego chegou a ser interrompido por três finais de semana consecutivos para a realização de serviços de engenharia considerados complexos.
A avaliação técnica deverá esclarecer se o choque das barcaças provocou novos danos e quais poderão ser as consequências para a estrutura e para a continuidade das intervenções já em andamento.
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