Monitoramento aponta cotas dentro da normalidade na maior parte da bacia, mas próximas do limite inferior; em Ladário, nível pode recuar 34 centímetros em 14 dias.
Monitoramento aponta cotas dentro da normalidade na maior parte da bacia, mas próximas do limite inferior; em Ladário, nível pode recuar 34 centímetros em 14 dias.
Os níveis do rio Paraguai estão abaixo da mediana histórica para esta época do ano em todos os trechos monitorados entre Barra do Bugres e Porto Murtinho. Apesar do cenário, a maior parte das estações permanece dentro da faixa de normalidade, conforme o 33º Boletim Semanal de Monitoramento Hidrológico da Bacia do Rio Paraguai de 2026, divulgado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB).
Os dados coletados às 7h do dia 19 de agosto mostram situações distintas ao longo da bacia. Em Barra do Bugres, o nível do rio estava dentro do padrão esperado para o período, enquanto Cáceres apresentava cota abaixo da faixa considerada normal. Entre Ladário e Porto Murtinho, os níveis permaneciam dentro da normalidade.
Nos afluentes monitorados, os rios Cuiabá, Palmeiras e Miranda também registravam cotas dentro dos parâmetros normais. Entretanto, na comparação com a mediana histórica para a data, todos os trechos do rio Paraguai apresentavam níveis inferiores à média e mais próximos do limite mínimo da faixa de normalidade.
Em Ladário, estação utilizada como referência para o monitoramento da bacia, o rio marcou 2,28 metros em 19 de agosto. O nível representou redução de 13 centímetros em sete dias e de 20 centímetros no período de 14 dias.
A cota observada em Ladário ainda estava dentro da faixa considerada normal para a data, que varia de 0,86 metro a 4,51 metros. Segundo o boletim, a tendência de queda registrada em toda a bacia é característica deste período do ano.
Entre janeiro e julho de 2026, o volume acumulado de chuva na bacia ficou 5% acima da média histórica calculada com base nos dados registrados de 1998 a 2025. O resultado indica uma condição mais favorável do que a verificada durante as secas severas de 2021 e 2024.
Mesmo com o acumulado de chuva acima da média, os níveis dos rios continuam inferiores aos observados até 2020. De acordo com o SGB, a bacia atravessa há quase sete anos um período prolongado de cotas abaixo da média histórica.
Para os sete dias seguintes ao levantamento, o modelo GEFS, da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), previa acumulado médio de apenas 2 milímetros de chuva na bacia.
As maiores precipitações eram esperadas na região de Miranda, em Mato Grosso do Sul, também com aproximadamente 2 milímetros. Em Barra do Bugres, no Mato Grosso, não havia previsão de chuva significativa.
Com a baixa expectativa de precipitação, a tendência é de continuidade da redução dos níveis do rio Paraguai. Para Ladário, a previsão aponta queda de 17 centímetros em sete dias e de 34 centímetros em 14 dias, na comparação com a cota registrada no levantamento.
O comportamento dos rios dependerá da distribuição das chuvas ao longo do rio Paraguai e de seus afluentes. Por isso, o acompanhamento das precipitações e da resposta dos cursos d’água continua sendo considerado fundamental para o monitoramento hidrológico regional.
O cenário é acompanhado pelo SGB por meio do Sistema de Alerta Hidrológico da Bacia do Rio Paraguai. Os dados são provenientes da Rede Hidrometeorológica Nacional, de responsabilidade da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), operada pelo SGB e instituições parceiras.
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