Vereador quer que a Prefeitura volte a entregar a Cota-Alimentação Natalina em produtos, resgatando uma tradição que marcou gerações de servidores municipais e levando alimento diretamente para a mesa das famílias corumbaenses
Vereador quer que a Prefeitura volte a entregar a Cota-Alimentação Natalina em produtos, resgatando uma tradição que marcou gerações de servidores municipais e levando alimento diretamente para a mesa das famílias corumbaenses
O vereador Jovan Temeljkovitch apresentou na Câmara Municipal de Corumbá uma iniciativa que promete ganhar a atenção e, principalmente, a simpatia dos servidores públicos municipais: a proposta de retomada da entrega do tradicional kit natalino em produtos, substituindo o modelo em que a Cota-Alimentação Natalina é simplesmente repassada em dinheiro.
Por meio do Requerimento nº 397/2026, Jovan solicitou ao prefeito e à Prefeitura que sejam realizados os estudos necessários para possibilitar que o benefício volte a chegar às mãos dos servidores na forma de um kit físico de alimentos, como já aconteceu em outros momentos da história do município.
A proposta tem um significado que vai muito além de uma simples mudança na forma de entrega do benefício.
Trata-se de recuperar uma tradição que ficou marcada na memória de muitos servidores municipais de Corumbá: chegar ao final do ano e receber um conjunto de produtos especialmente preparado para a confraternização da família.
A principal ideia defendida por Jovan é bastante simples: se o benefício tem natureza alimentar e é concedido justamente no período das festas de final de ano, por que não transformá-lo diretamente em alimentos que chegarão à mesa do servidor?
É justamente aí que está uma das maiores funções sociais do kit físico.
Quando uma família recebe produtos destinados à ceia e à alimentação daquele período, existe a certeza de que o benefício cumpriu diretamente sua finalidade. São alimentos dentro de casa, produtos disponíveis para o Natal e para o Ano-Novo e uma ajuda concreta no orçamento familiar em uma época tradicionalmente marcada por aumento das despesas.
É diferente de simplesmente depositar determinado valor em uma conta.
O dinheiro, naturalmente, é importante e pode atender inúmeras necessidades. Mas também pode rapidamente se misturar às despesas do cotidiano: pagamento de contas, dívidas, combustível ou qualquer outra obrigação familiar.
O kit possui outra simbologia.
Ele chega para ficar na mesa.
É uma bolsa ou embalagem cheia, produtos selecionados, alimentos que podem ser compartilhados e a sensação concreta de que o trabalho realizado durante todo o ano também está sendo reconhecido.
Corumbá já viveu essa experiência.
Durante anos, servidores municipais receberam kits natalinos compostos por diferentes produtos alimentícios. Para muitas famílias, a entrega transformava-se em um dos momentos mais aguardados do mês de dezembro.
O próprio requerimento apresentado por Jovan recorda que o município já utilizou anteriormente o sistema de entrega dos kits físicos e que, posteriormente, essa modalidade acabou sendo substituída pelo pagamento em dinheiro.
Agora, a proposta é colocar novamente as duas alternativas na mesa e avaliar a retomada daquele modelo.
A iniciativa também parte de uma lógica simples de economia doméstica.
Uma pessoa entrando sozinha em um supermercado dificilmente consegue adquirir determinados produtos pelos mesmos preços obtidos em uma compra de milhares de unidades.
Com milhares de servidores envolvidos, a aquisição em grande quantidade pode ampliar o poder de compra e permitir a formação de um kit com produtos que, adquiridos individualmente no varejo, poderiam custar significativamente mais para cada família.
Em outras palavras: o mesmo recurso pode chegar à casa do servidor transformado em uma quantidade maior de alimentos.
A dimensão social da proposta fica ainda mais evidente quando se observa o número de pessoas potencialmente beneficiadas.
Os dados preliminares apresentados no requerimento apontam cerca de 4.410 servidores municipais ativos, considerando efetivos, contratados e comissionados.
Somados aposentados e pensionistas considerados no levantamento apresentado pelo vereador, o universo preliminar chega a aproximadamente 5.437 possíveis beneficiários. Os números ainda deverão ser oficialmente atualizados pela Prefeitura.
São mais de cinco mil famílias que podem receber diretamente alimentos no período de final de ano.
Quando esse número é multiplicado pela quantidade de pessoas que vivem em cada residência, percebe-se que o alcance da medida ultrapassa em muito o universo dos próprios servidores.
O benefício circula dentro das famílias.
Chega aos filhos, aos pais, aos avós e às pessoas que compartilham diariamente a mesma casa.
Por isso, a discussão sobre o kit natalino também possui uma dimensão social importante para Corumbá.
A iniciativa também reforça uma característica da atuação parlamentar de Jovan Temeljkovitch: a atenção permanente às demandas dos servidores públicos municipais.
Ao levar o assunto para a Câmara e provocar oficialmente a Prefeitura a estudar a retomada do kit, o vereador dá voz a um tema que interessa diretamente a milhares de trabalhadores que diariamente mantêm os serviços públicos de Corumbá funcionando.
São professores, administrativos, profissionais da saúde, trabalhadores da limpeza, servidores da assistência social, agentes públicos das mais diferentes áreas e milhares de homens e mulheres que estão diariamente atendendo a população.
Valorizar essas pessoas não significa apenas falar sobre salário.
Significa olhar também para qualidade de vida, reconhecimento, condições de trabalho e iniciativas capazes de fazer diferença na vida da família do servidor.
É dentro desse espírito que surge a proposta.
Existe também um aspecto que números dificilmente conseguem medir.
Receber um depósito bancário é uma operação financeira.
Receber um kit preparado especialmente para o período natalino é uma experiência.
O servidor leva o benefício para casa. A família vê. Os produtos são organizados, utilizados na ceia e compartilhados.
É algo concreto.
Em uma época do ano marcada justamente pela reunião das famílias, esse simbolismo possui importância.
Para Jovan, resgatar essa forma de entrega significa aproximar novamente o benefício de sua essência: alimentação, família e confraternização.
E há ainda outro ponto importante.
Uma grande compra permite pensar na composição de um kit com produtos que muitas famílias talvez não adquirissem espontaneamente em razão dos preços encontrados individualmente nos supermercados.
Por meio da compra em escala, itens melhores podem se tornar acessíveis.
O resultado pode ser uma cesta de produtos cujo valor percebido pelo servidor seja superior ao simples valor financeiro que receberia individualmente.
A proposta ainda precisa percorrer seu caminho dentro da Prefeitura, mas a iniciativa de Jovan já coloca uma discussão importante no centro do debate: como fazer o benefício de final de ano chegar da melhor maneira possível ao servidor?
O vereador escolheu defender uma alternativa que une tradição, alimentação e valorização.
Em vez de enxergar o servidor apenas como um número dentro da folha de pagamento, a proposta olha para a pessoa que chega em casa depois do expediente e encontra sua família.
É para essa casa que o kit será levado.
É nessa mesa que os alimentos serão colocados.
E é justamente essa a principal força da iniciativa.
Depois de um ano inteiro trabalhando pela cidade, atendendo a população e fazendo a máquina pública funcionar, os servidores municipais também merecem chegar ao final do ano percebendo que seu trabalho foi lembrado.
Ao defender a retomada do kit natalino, Jovan Temeljkovitch transforma uma reivindicação simples em uma mensagem maior de reconhecimento: valorizar o servidor também é cuidar da família do servidor.
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