ONG afirma que sobreviventes enfrentam falta de água, superlotação em abrigos e dificuldades para receber atendimento após a tragédia.
ONG afirma que sobreviventes enfrentam falta de água, superlotação em abrigos e dificuldades para receber atendimento após a tragédia.
Quase 50 mil pessoas continuam desaparecidas após os terremotos que atingiram as cidades de La Guaira e Caracas, na Venezuela. A informação foi divulgada pelo Comitê Internacional de Resgate (IRC), que também alertou para a grave situação humanitária enfrentada pelos sobreviventes nas áreas afetadas.
Segundo a organização, a resposta à tragédia ainda está abaixo das necessidades da população. Hospitais e unidades móveis de saúde operam com alta demanda, enquanto os abrigos permanecem lotados. Além disso, muitas regiões seguem sem abastecimento de água potável e energia elétrica, dificultando o atendimento às famílias atingidas.
O IRC também informou que, apesar da chegada de um grande volume de ajuda humanitária ao país, a falta de coordenação na distribuição dos donativos provocou perdas de alimentos e comprometeu o atendimento às vítimas. A organização alerta que a situação pode se agravar ainda mais com a redução das equipes de busca e resgate nos próximos dias.
Nos abrigos, o cenário é de preocupação. De acordo com a diretora do IRC na Venezuela, Nicole Kast, muitas mulheres estão sozinhas com os filhos, sem documentos, medicamentos ou informações sobre familiares desaparecidos. Ela também destacou que as crianças vivem sob constante medo devido aos tremores secundários, o que aumenta os impactos psicológicos provocados pela tragédia.
Organizações humanitárias seguem ampliando as ações de assistência e reforçam a necessidade de uma resposta coordenada para atender às milhares de pessoas afetadas pelos terremotos.
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