Investigação preliminar indica que o piloto perdeu a noção de altitude devido à falta de visibilidade logo após a decolagem
Investigação preliminar indica que o piloto perdeu a noção de altitude devido à falta de visibilidade logo após a decolagem
A forte neblina que cobria o céu de Campo Grande na manhã desta sexta-feira, 3 de julho, pode ter sido o fator determinante para a queda de um avião de pequeno porte. O acidente trágico resultou na morte do piloto e de uma pesquisadora alemã voltada aos cuidados e estudos de tamanduás.
De acordo com o delegado Sam Suzumura, do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) — órgão responsável por apurar desastres aéreos no Mato Grosso do Sul —, a principal suspeita é de que o piloto tenha sofrido \desorientação espacial\.
O delegado explicou que o estado em que a aeronave foi encontrada, completamente destruída após bater violentamente contra o solo e a vegetação perto da cabeceira da pista, reforça a tese. Sem conseguir enxergar o horizonte por causa da fumaça ou névoa baixa, quem comanda o avião pode perder totalmente a noção real de inclinação e altitude logo após levantar voo.
Apesar dos fortes indícios recolhidos no local da mata, a confirmação definitiva sobre o que provocou a queda depende de análises técnicas. Peritos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), da Força Aérea Brasileira, vão examinar os equipamentos recolhidos dos destroços para fechar o laudo oficial. Nas redes sociais, a esposa do piloto, Anelize Andrade, prestou uma última homenagem ao marido em meio ao clima de luto que comoveu a região.
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29/05/2025
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