Liberação dada pelo órgão ambiental de MS para mineração de ferro em Corumbá preocupa cientistas e moradores sobre riscos de seca e incêndios
Liberação dada pelo órgão ambiental de MS para mineração de ferro em Corumbá preocupa cientistas e moradores sobre riscos de seca e incêndios
O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) autorizou a mineradora 3A Mining S.A. a retirar grandes quantidades de água do subsolo no município de Corumbá. A autorização tem validade de 10 anos e servirá para apoiar a extração de minério de ferro na região.
Apesar de a empresa utilizar um método de processamento do minério que é \a seco\ (sem necessidade de barragens de rejeitos), o funcionamento do local precisa de muita água diariamente. O recurso será usado para lavar veículos, conter a poeira das estradas, manter as instalações industriais e rebaixar o lençol freático.
A decisão acendeu um alerta vermelho entre cientistas, ambientalistas e moradores locais. Eles temem que a retirada excessiva de água agrave a seca e cause danos graves ao ecossistema do Pantanal.
Para tentar controlar o impacto, o Imasul exigiu que a mineradora instale medidores diários de consumo de água e envie relatórios periódicos sobre a qualidade do recurso. No entanto, ambientalistas criticam a medida e afirmam que apenas monitorar a retirada não impede a seca. Para eles, o governo deveria analisar o impacto somado de todas as mineradoras que já atuam em Corumbá.
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