Valor servirá para pagar segurança e limpeza de trilhos abandonados durante a transição da Malha Oeste, em acordo que gera polêmica
Valor servirá para pagar segurança e limpeza de trilhos abandonados durante a transição da Malha Oeste, em acordo que gera polêmica
Uma situação contraditória chama a atenção no setor de transportes do país. A empresa Rumo, que passou anos investindo menos do que o necessário e deixando a ferrovia Malha Oeste se degradar, poderá receber até R$ 26,9 milhões do governo federal. Esse dinheiro será usado para que a empresa continue cuidando da estrutura por mais seis meses, período de transição após o fim do seu contrato de concessão.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e o Tribunal de Contas da União (TCU) já reconheceram publicamente que a ferrovia está sucateada, cheia de mato e com vagões abandonados devido à falta de investimentos e de fiscalização adequada ao longo dos anos. Mesmo assim, o governo justifica o novo gasto dizendo que a medida é necessária para evitar que os trilhos sejam totalmente destruídos ou roubados enquanto uma nova empresa não assume o controle através de um leilão.
Do total previsto, cerca de R$ 5,9 milhões serão destinados apenas para serviços básicos de limpeza, como cortar o matagal que invadiu as linhas. O restante cobrirá despesas com segurança, proteção do patrimônio e monitoramento dos trilhos por satélite.
O pagamento não será feito diretamente em dinheiro vivo. Esse valor entrará em um \encontro de contas\, que funciona como uma balança onde o governo calcula tudo o que a Rumo deve pelas falhas no contrato e o que ela tem a receber por esses serviços extras.
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