Com procissões por terra e pelo rio, tradicional festa religiosa em Corumbá resgata devoção centenária e milagres que marcaram a história militar da região.
Com procissões por terra e pelo rio, tradicional festa religiosa em Corumbá resgata devoção centenária e milagres que marcaram a história militar da região.
Nesta quinta-feira, 16 de julho, a histórica comunidade de Forte Coimbra, em Corumbá, se vestiu de festa para homenagear Nossa Senhora do Carmo. A celebração, que reúne moradores e turistas, é um dos eventos mais tradicionais da região e mistura momentos de profunda devoção religiosa com a rica história do Pantanal.
O dia começou bem cedo, às 6 horas da manhã, com a alvorada festiva. Após um café da manhã comunitário e a realização da Santa Missa, os fiéis saíram em procissão pelas ruas de terra do povoado.
Um dos momentos mais bonitos da manhã foi a troca do manto da imagem da padroeira, um ritual cercado de carinho e respeito. Logo depois, a santa seguiu em um cortejo de barco pelas águas do Rio Paraguai na tradicional procissão fluvial, colorindo as águas pantaneiras antes de retornar para a bênção final e um almoço de confraternização.
O evento, que tem o apoio da Prefeitura de Corumbá por meio da Fundação da Cultura, é fundamental para manter viva a identidade e a cultura do município.
A devoção a Nossa Senhora do Carmo no Forte Coimbra não é de hoje: ela começou há mais de duzentos anos. O forte foi erguido em 1775 e, ao longo do século XIX, a guarnição militar enfrentou combates difíceis contra forças inimigas.
De acordo com os relatos históricos, a santa interveio de forma milagrosa em duas ocasiões marcantes:
A histórica imagem da santa foi trazida para a região por Ricardo Franco, o próprio fundador e primeiro comandante do forte. Até hoje, ela fica guardada com carinho na capela da Vila Civil, onde recebe honras de militar.
Como forma de agradecimento por graças alcançadas, os devotos costumam deixar joias, fotos, bilhetes e condecorações aos pés de Nossa Senhora do Carmo, transformando o local em um verdadeiro símbolo de fé e resistência no coração do Pantanal.
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29/05/2025
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