Coronel Renato dos Anjos Garnes explica que tiroteios recentes em Corumbá são motivados por "arrocho" — o roubo de drogas entre criminosos — e descarta controle de facções na cidade.
Coronel Renato dos Anjos Garnes explica que tiroteios recentes em Corumbá são motivados por "arrocho" — o roubo de drogas entre criminosos — e descarta controle de facções na cidade.
Os recentes episódios de violência que assustaram os moradores de Corumbá têm uma explicação central: desacordos comerciais e roubos de carregamentos entre os próprios traficantes. A análise foi apresentada pelo comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, coronel Renato dos Anjos Garnes, em uma entrevista coletiva realizada na última segunda-feira (6), em Campo Grande.
O comandante utilizou o termo \arrocho\ — gíria do submundo do crime para definir o desvio ou o roubo de entorpecentes entre quadrilhas rivais — para detalhar o cenário na região. Segundo ele, por ser uma das principais rotas de saída para a cocaína produzida na Bolívia, a cidade atrai um forte interesse econômico do crime organizado.
Apesar do clima de insegurança e da repercussão de casos graves, o chefe da corporação descartou categoricamente que grupos criminosos nacionais tenham o controle da cidade.
\Vamos falar que tem domínio de cidade, de Comando Vermelho ou PCC? Não. Ali há muito interesse pela droga que sai da Bolívia\, declarou o coronel Renato.
O militar explicou que organizações criminosas têm se fortalecido no país vizinho e tentam expandir suas bases para dentro de Mato Grosso do Sul, o que gerou uma mudança de comportamento dos bandidos, que agora partem para o enfrentamento direto contra as forças policiais. No entanto, garantiu que o Estado continuará bloqueando esse avanço com respostas firmes.
A coletiva ocorreu em um momento delicado, logo após o assassinato do soldado da PM Marcelo Pimenta da Silva, de 32 anos, baleado durante uma perseguição no fim de junho. O comandante lamentou a morte do colega de farda, reforçando que ele tombou cumprindo o seu dever de proteger a sociedade.
Mesmo com os incidentes e os 69 confrontos com mortes registrados no Estado apenas este ano em decorrência de ações policiais, o coronel pediu calma à população e garantiu que o policiamento segue os padrões normais para uma região de fronteira. Para ilustrar o desafio e a eficiência das equipes locais, ele apresentou dados expressivos sobre o combate ao tráfico internacional:
O trabalho de repressão na fronteira continuará sendo realizado de forma integrada entre os batalhões locais e divisões especializadas, como o Batalhão de Choque e o Bope.
O fim da apuração: Roberto Sánchez aceita derrota e Keiko Fujimori é confirmada presidente do Peru
07/07/2026Após série de roubos, moradores de Ladário criam rede de segurança comunitária
29/05/2025
Nenhum Comentário