Integrante da diretoria utilizou a tribuna da Câmara para defender preservação do prédio e cobrar alternativas à ampliação da ETA da Sanesul
Integrante da diretoria utilizou a tribuna da Câmara para defender preservação do prédio e cobrar alternativas à ampliação da ETA da Sanesul
A possível demolição da sede do tradicional Riachuelo Futebol Clube voltou a mobilizar debates em Corumbá. Durante sessão na Câmara Municipal, a diretoria da entidade pediu apoio das autoridades públicas, órgãos de preservação histórica e da sociedade civil para evitar a derrubada do prédio localizado na Rua Frei Mariano, entre as ruas Cabral e Colombo, na região central da cidade.
A manifestação foi feita por Ivalney José Fernandes de Britto, integrante da diretoria do clube, que utilizou a tribuna do Legislativo para defender a preservação do imóvel diante do projeto de ampliação da Estação de Tratamento de Água (ETA), conduzido pela Sanesul.
Segundo ele, o caso exige diálogo entre as partes envolvidas e a busca de alternativas que permitam conciliar o desenvolvimento urbano com a preservação da memória histórica da cidade.
Durante o pronunciamento, Ivalney afirmou que a discussão vai além da manutenção de uma estrutura física, envolvendo também a proteção da história esportiva, cultural e social construída pelo Riachuelo ao longo de décadas em Corumbá.
Ele destacou que o clube teve papel importante na vida comunitária do município, sediando eventos esportivos, culturais e atividades sociais que marcaram gerações.
O dirigente também questionou a forma como ocorreu a desapropriação do imóvel, atualmente discutida judicialmente. Para ele, o prédio possui valor histórico, cultural e simbólico incompatível com uma eventual demolição motivada exclusivamente por questões administrativas.
Outro ponto defendido foi a realização de estudos técnicos visando ao tombamento histórico e cultural da sede, medida que garantiria proteção legal permanente ao imóvel.
Ivalney citou ainda que a Constituição Federal assegura a proteção do patrimônio cultural brasileiro, ressaltando que bens históricos não podem ser avaliados apenas sob critérios econômicos, mas também pelo valor afetivo e coletivo para a população.
A diretoria informou já ter buscado apoio junto à Fundação de Desenvolvimento Urbano e Patrimônio Histórico, presidida por Lauzie Michelle Mohamed Xavier Salazar, na tentativa de reconhecimento oficial do clube como patrimônio histórico do município.
O caso deve continuar gerando discussões entre representantes do poder público, comunidade e entidades ligadas à preservação histórica.
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