Cassação de vereador por suposta compra de votos abre nova disputa jurídica e eventual mudança na Câmara pode ficar suspensa até análise do TRE-MS
Cassação de vereador por suposta compra de votos abre nova disputa jurídica e eventual mudança na Câmara pode ficar suspensa até análise do TRE-MS
A decisão da Justiça Eleitoral que determinou a cassação do diploma do vereador Matheus Pereira Cazarin Silva (PSB), em Corumbá, ainda está longe de representar um desfecho definitivo no cenário político local. Embora a sentença determine a nulidade dos votos recebidos pelo parlamentar e o recálculo do resultado das eleições de 2024, a medida é passível de recurso e pode ter seus efeitos suspensos pelas instâncias superiores.
A sentença foi proferida pela 7ª Zona Eleitoral de Corumbá em ação movida pelo Ministério Público Eleitoral, que apontou suposta prática de captação ilícita de sufrágio — a chamada compra de votos — durante a campanha eleitoral de 2024.
Na decisão, o magistrado determinou:
Apesar do impacto político da sentença, especialistas da área eleitoral lembram que decisões dessa natureza normalmente são submetidas ao Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), podendo haver pedido de efeito suspensivo para impedir mudanças imediatas até o julgamento do recurso.
Na prática, o chamado efeito suspensivo funciona como uma espécie de “freio temporário” da decisão judicial.
Caso a defesa obtenha esse efeito no TRE-MS, os efeitos da sentença ficam suspensos até análise definitiva do recurso. Isso significa que:
Ou seja, mesmo com a sentença publicada, a situação jurídica e política ainda pode passar por diversas etapas antes de qualquer mudança efetiva na composição da Câmara de Corumbá.
Procurado pela imprensa local, Matheus Cazarin afirmou que respeita a decisão da Justiça Eleitoral, mas confirmou que irá recorrer.
Segundo ele, a defesa acredita na reversão da sentença nas instâncias superiores.
Durante o processo, os advogados sustentaram que não haveria provas robustas da participação direta do parlamentar no suposto esquema investigado pela Polícia Federal. Também alegaram dificuldades de acesso integral aos materiais extraídos dos aparelhos celulares apreendidos durante as investigações.
As preliminares foram rejeitadas pela Justiça Eleitoral de primeira instância.
A investigação teve início após denúncias de que valores em dinheiro estariam sendo distribuídos em troca de votos durante o período eleitoral de 2024.
Segundo os autos, a Polícia Federal apreendeu:
A decisão judicial aponta que o conjunto probatório indicaria abuso do poder econômico e captação ilícita de sufrágio em benefício da candidatura.
Nos bastidores políticos e jurídicos, a avaliação é de que o caso ainda deve gerar intensa disputa judicial nos próximos meses.
Isso porque ações eleitorais envolvendo cassação de mandato costumam ter tramitação prolongada nos tribunais, especialmente quando há discussão sobre:
Até eventual confirmação definitiva pelo TRE-MS — e possivelmente pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — o cenário permanece juridicamente aberto.
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