Quatro análises da Polícia Federal tiveram resultado negativo; transportadoras também foram dispensadas de tarifas pelo período de retenção.
Quatro análises da Polícia Federal tiveram resultado negativo; transportadoras também foram dispensadas de tarifas pelo período de retenção.
Uma carga de madeira retida havia quase dois meses no Porto Seco de Corumbá foi liberada entre a noite de quarta-feira (12) e a manhã de quinta-feira (13). A medida foi tomada depois que quatro exames periciais da Polícia Federal descartaram a presença de cocaína no material.
A Receita Federal também decidiu que as transportadoras não precisarão pagar tarifas de estadia e armazenagem relativas ao período em que os veículos ficaram retidos por determinação aduaneira.
O despacho emitido pelo órgão declarou a inexigibilidade dessas cobranças durante a retenção cautelar. A medida alcança quatro caminhões que permaneceram no pátio da Agesa, os Armazéns Gerais Alfandegados de Mato Grosso do Sul.
A liberação ocorreu após uma série de exames afastar a suspeita de que a madeira estivesse contaminada com cocaína. O último laudo da Polícia Federal foi produzido pelo Instituto Nacional de Criminalística e encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF).
O documento reuniu os resultados de quatro análises periciais. Foram examinadas amostras de serragem e fragmentos retirados das cargas, sem identificação de cocaína ou de outra substância de interesse forense pelas técnicas empregadas.
A apreensão ocorreu em 21 de junho, durante a Operação Timber Shield, que reuniu a Receita Federal e autoridades do Brasil, dos Estados Unidos e da Bolívia.
Na ocasião, aproximadamente 260 toneladas de madeira foram retidas em Corumbá e em Cáceres, no Mato Grosso, sob suspeita de estarem impregnadas com cocaína em estado líquido.
A Receita Federal chegou a divulgar a operação como a maior apreensão de cocaína da história, considerando a hipótese de que o entorpecente estivesse presente na madeira.
Testes realizados posteriormente, no entanto, não confirmaram a suspeita. Além das perícias conduzidas pela Polícia Federal, análises feitas por autoridades bolivianas também apresentaram resultados negativos. O laudo definitivo da PF descartou a presença da droga nas amostras examinadas.
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