Governo mantém 77 benefícios fiscais e reforça estratégia de desenvolvimento baseada em estabilidade econômica e atração de investimentos
Governo mantém 77 benefícios fiscais e reforça estratégia de desenvolvimento baseada em estabilidade econômica e atração de investimentos
O Mato Grosso do Sul segue apostando em uma fórmula já conhecida no campo econômico: previsibilidade, incentivos fiscais e construção de um ambiente institucional estável para impulsionar o crescimento.
Durante apresentação oficial do plano de Desenvolvimento Produtivo e da Política de Benefícios Fiscais, o presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro, destacou que o atual momento do Estado não é fruto do acaso, mas de uma construção política e administrativa ao longo do tempo.
A política anunciada mantém 77 incentivos fiscais distribuídos em 12 setores da economia, com prorrogação garantida até dezembro de 2026 — um movimento que busca dar segurança jurídica e previsibilidade para empresários e investidores.
Segundo Gerson, o principal ativo hoje do Estado é o chamado “ambiente de confiança”.
“Esse ambiente favorável não nasce do nada. Foi construído ao longo do tempo, com organização e estabilidade”, afirmou.
Na prática, o discurso reforça uma linha de atuação que vem sendo adotada por diversos estados: menos instabilidade política e mais previsibilidade econômica como forma de atrair empresas.
O ponto central do debate gira em torno dos incentivos fiscais — frequentemente criticados por representarem renúncia de receita, mas defendidos por gestores públicos como ferramenta de desenvolvimento.
Gerson foi direto ao defender a política:
“A renúncia fiscal é um instrumento para gerar crescimento. Sem isso, muitas empresas não estariam aqui.”
A lógica é clara: abrir mão de parte da arrecadação no curto prazo para ampliar a base econômica no médio e longo prazo, gerando empregos, renda e movimentação financeira.
Apesar dos resultados positivos apontados, o modelo levanta questionamentos recorrentes no campo político e econômico.
A dependência de incentivos fiscais pode gerar um cenário onde estados competem entre si oferecendo benefícios — o chamado “leilão fiscal” — o que, em alguns casos, reduz a capacidade de investimento público.
Por outro lado, Mato Grosso do Sul tem buscado equilibrar essa equação com estabilidade fiscal e atuação legislativa alinhada, garantindo segurança jurídica para os empreendimentos.
Gerson também destacou o papel da Assembleia Legislativa na sustentação desse ambiente.
Segundo ele, o Legislativo tem atuado na criação de normas que garantem previsibilidade e respaldo institucional, fator considerado essencial para manutenção dos investimentos no Estado.
A expectativa do governo é que a manutenção dos incentivos continue impulsionando:
“É isso que permite que o crescimento chegue na ponta e melhore a vida das pessoas”, concluiu o parlamentar.
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